segunda-feira, dezembro 15, 2008

Fome ameaça 450 mil pessoas em todo o país

O Noticias de hoje abre com este tema
Urge uma necessidade de de os programas de revoluvao verde ganharem mais corpo para dar vasao a estas situacoes. A comercializacao de de escendentes tambem deve ser monitorada de modo a se evitar este tipo de situacoe.A melhoria das tecnicas de coservacao e construcao dos silos Distritais pode ser uma solucao


Fome ameaça 450 mil pessoas em todo o país
UM total de 450 mil pessoas estão em situação de insegurança alimentar aguda em todo o país, necessitando de assistência humanitária até Maio de 2009.

Uma monitoria da situação de insegurança alimentar levada a cabo em Outubro último pelo Secretariado Técnico para a Segurança Alimentar e Nutrição indicou que cerca de 150000 pessoas consideradas em risco, em Maio de 2008, transitaram actualmente para o estado de carência aguda, o que adicionado os 350000 recentemente recenseados perfazem um total de 450000 pessoas precisando de assistência em todo o país.

Informações facultadas pelo Secretariado Técnico para a Segurança Alimentar e Nutrição dão conta que a monitoria realizada em Outubro deste ano concluiu que a situação de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) mostra-se preocupante devido, principalmente, à redução da disponibilidade de água para consumo, rega, abeberamento de animais, baixo nível de reservas alimentares, aliada à fraca capacidade de conservação e tratamento pós-colheita, alta dos preços dos produtos alimentares básicos, baixo poder de compra, fraco consumo alimentar e desnutrição crónica.

Segundo a mesma fonte, a estabilidade para fornecimento contínuo de alimentos está em risco, devido às fracas ou quase nulas reservas de alimentos em grande parte do interior do país, sobretudo nas províncias do sul e na província de Tete. Até Janeiro de 2009, a maior parte dos agregados familiares desta regiões terá esgotado as reservas alimentares.

Constatou-se, entretanto, durante a monitoria, que há uma relativa melhoria das condições de segurança alimentar e nutricional nas zonas que foram afectadas pelas cheias e uma degradação nas zonas de seca, em particular nas províncias de Maputo, Gaza e Tete. Inhambane, Sofala e Manica que registam insegurança alimentar nalguns pontos de alguns distritos, enquanto que as restantes províncias apresentam bolsas limitadas de escassez de alimentos. Nas zonas de insegurança alimentar houve deterioração da dieta, que se manifesta pelo consumo inferior de cereais e recurso frequente a alimentos menos preferidos e com menor valor nutritivo, que revela situação de “stress” com mudança nos padrões de consumo.

Intervenções nas áreas da agricultura, abastecimento de água potável e protecção social foram substancialmente expandidas, mas ainda não atingiram as necessidades reais.

Por outro lado, o acesso aos alimentos está sendo condicionado pelo alto custo dos cereais. O preço dos principais produtos alimentares subiu consideravelmente, tendo-se registado aumentos de até 100 por cento em particular na zona centro do país, nos mercados dos distritos de Mutarara, Angónia, Chimoio, Manica e Gorongosa. O fraco poder de compra dos agregados familiares não tem permitido fazer face a esta galopante subida do custo dos alimentos, que chegou a situar-se em 30 por cento sobretudo nas províncias de Tete, Cabo Delgado, Zambézia, Niassa e Sofala.

Maputo, Segunda-Feira, 15 de Dezembro de 200
http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/320644

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